7º número da Revista Invenire apresentado no Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra

Foi lançada no passado dia 18 de Outubro o 7º número da Revista Invenire. Iniciativa que encerrou a 3ª edição do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja, teve lugar em Coimbra, na Igreja de São Salvador e no Museu Nacional Machado de Castro.

Com apresentação a cargo de Maria de Lurdes Craveiro, Professora Auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, registamos aqui um excerto da sua intervenção:

“A Revista Invenire, publicação semestral do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, constitui uma mais valia preciosa no panorama da investigação em História da Arte, dos estudos sobre o Património e da divulgação e salvaguarda dos bens patrimoniais da Igreja. Na aridez de uma prática editorial que cumpra os requisitos da qualidade, esta revista impõe-se hoje no panorama do mercado que vai ao encontro de uma cultura patrimonial de exigência na protecção dos seus bens, dando assim resposta a uma pressão que, mau grado a asfixiante debilidade financeira do momento, subjaz criteriosa e vigilante.

A investigação inédita que acompanha estes artigos e a abertura a novos campos de indagação historiográfica justificam todos os motivos para ler esta revista, que continua, desde o seu primeiro número, a combater a superficialidade instalada em registos desta natureza e a estimular o conhecimento dos bens patrimoniais, na realidade, o patamar que lhes concede sempre os mais elevados níveis da protecção.

Na Invenire, a relação constante entre académicos, investigadores vários, museólogos ou instituições de cultura tem, aliás, marcado um procedimento pautado pelos valores da exigência e do rigor científico que não se ausenta de uma atitude pedagógica incentivando, de igual modo, a necessidade de catalogação e inventariação sistemática de todo um património disperso e em risco.

Os bens sob a tutela da Igreja continuam a ser a marca mais relevante de uma identidade cultural rica e diversificada, cujos potenciais desenham um conjunto de oportunidades nos domínios de uma sustentabilidade criteriosa que vai ao encontro da projecção da imagem da Igreja mas também se reporta à ambição de inteligibilidade do mundo e ao equilíbrio entre os registos materiais e a sua descodificação. O papel inquestionável da Invenire no desbravar desta harmonia realça o posicionamento da Igreja numa dimensão de abertura que percorre os caminhos da actualização do conhecimento numa incessante busca da qualidade, sustentada também pela imagem gráfica que acompanha sempre os textos. O estrito cumprimento de uma periodicidade semestral atesta bem a vitalidade deste projecto por onde sai refrescada a historiografia, por onde se valorizam os bens culturais e onde se reforçam os laços entre as dioceses e entre a Igreja e a comunidade. Que a energia deste exemplo frutifique é a legítima esperança de todos os intervenientes na política e na cultura patrimoniais.”

Excerto da intervenção da Prof. Doutora Maria de Lurdes Craveiro

Museu Nacional Machado de Castro, 18 de Outubro de 2013

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