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APRESENTAÇÃO DO Nº 11 DA REVISTA INVENIRE

O N.º 11 da Invenire: Revista de Bens Culturais da Igreja, será apresentado no próximo dia 27 de Fevereiro (sábado), pelas 21h30, na Igreja dos Paulistas (Santa Catarina, Lisboa), por Anísio Franco, seguindo-se um concerto por Teresa Salgueiro, que interpretará “Cânticos da Tarde e da Manhã”, oratória que tem por base o registo discográfico de 17 hinos de Vésperas e Laudes, apresentando cânticos intercalados com leituras da Bíblia, a culminar no prólogo do Evangelho segundo S. João.

ENTRADA LIVRE

Invenire: Apresentação em Lisboa do 1.º número especial

Decorrerá no próximo dia 28 de Novembro, uma sessão de apresentação, a cargo de Henrique Leitão, do primeiro número especial monográfico da Invenire, “Fiat Lux: Estudos sobre manuscritos iluminados em Portugal”, a ter lugar na Sacristia do Mosteiro de São Vicente de Fora (acesso pelo Museu, Largo de São Vicente), em Lisboa. Entrada livre e aberta a todos os interessados.

Invenire: Apresentação do 1.º número especial

A sessão de lançamento do primeiro número especial monográfico da Invenire, “Fiat Lux: Estudos sobre manuscritos iluminados em Portugal”, decorrerá no Paço Episcopal do Porto, no dia 20 de Outubro de 2015, pelas 17h00, com entrada livre e aberta a todos os interessados.

No âmbito das comemorações do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja, a apresentação estará a cargo de Saúl António Gomes, Professor Associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e será seguida de uma mesa redonda, com a participação de Sandra Costa Saldanha (Directora da revista Invenire), Fernanda Maria Guedes de Campos (Coordenadora deste número especial), Catarina Barreira (da Comissão Científica deste número Especial), José Meirinhos (Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e D. Pio Alves (Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais).

 

FIAT LUX: 1.º NÚMERO ESPECIAL DA INVENIRE

Cinco anos passados sobre a edição regular da Invenire, o Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja inicia, com o volume “Fiat Lux: Estudos sobre manuscritos iluminados em Portugal”, a publicação de números monográficos.

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Invenire nº 9 - Apresentação

Igreja da Misericórdia de Torre de Moncorvo, por Francisco José Viegas
Sessão de lançamento realizada no âmbito do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja. Organização conjunta do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja e a Comissão de Arte Sacra da Diocese de Bragança-Miranda. Convite

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Invenire nº 8 - Apresentação

Igreja de São Francisco, Évora, por Ana Paula Amendoeira

Sessão de lançamento antecedida por duas visitas guiadas, numa iniciativa conjunta do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, a Comissão Diocesana dos Bens Culturais e o Gabinete de Arquitectura e Património da Arquidiocese de Évora. Ver galeria

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Nova loja online do SNBCI: Revista Invenire já disponível

Loja online do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, pretende disponibilizar junto do grande público o trabalho editorial produzido pelas diversas instituições eclesiais, no âmbito dos Bens Culturais da Igreja. Para além da Revista Invenire, podem agora ser adquiridas numa plataforma comum, monografias, catálogos de exposições, actas e outras obras, frequentemente, de difícil acesso. Visite-nos e envie-nos as suas sugestões!

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APOM 2013: Invenire premiada na categoria de "Melhor Trabalho na Área da Museologia"

O Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja recebeu no passado dia 13 de Dezembro dois prémios da APOM - Associação Portuguesa de Museologia - atribuídos ao site www.bensculturais.com e à Revista Invenire - nas categorias de "Melhor Site" e "Melhor Trabalho na Área da Museologia".

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Recensão, por Sara Augusto

Esta edição pretende assinalar as comemorações jubilares de São Teotónio que decorreram entre fevereiro de 2012 e fevereiro de 2013. Integra o catálogo da exposição São Teotónio. Patrono da Diocese e da cidade de Viseu. 1162-2012, produzida pela Diocese de Viseu e pela Câmara Municipal de Viseu, que teve o Reverendo Bispo de Viseu, D. Ilídio Pinto Leandro à cabeça da Comissão de Honra. Como se afirma no texto introdutório dos coordenadores do volume, e comissários da exposição, João Soalheiro e Maria de Fátima Eusébio, a exposição propôs, tendo em conta os 850 anos da morte de S. Teotónio, e no horizonte de nove séculos da sua presença à frente dos destinos da Igreja local, a evocação de uma figura marcante do percurso coletivo dos portugueses. Sobre a estrutura da exposição acrescenta-se ainda que a sua narrativa expositiva teve como fio condutor o texto da Vita beatissimi domni Theotonii, escrita por um discípulo anónimo depois da morte do primeiro Prior de Santa Cruz de Coimbra. O projeto, exposto no Museu Grão Vasco, constou de duas partes. A primeira foi dividida em quatro capítulos, obedecendo à simbologia dos quatro elementos (terra, água, fogo e ar), que a época medieval soube interpretar e manifestar com uma mundividência adequada. A segunda parte teve como palco a própria Sé de Viseu, de qual S. Teotónio foi prior, como microcosmos capaz de multiplicar as referências iconográficas e religiosas.

O catálogo, para além da descrição e comentário das peças expostas, apresenta uma primeira parte, subordinada ao título “São Teotónio. Contextos e espiritualidade” (p. 17-83), com quatro textos que estabelecem as coordenadas histórias, religiosas, artísticas e teológicas da época, do homem e da obra de S. Teotónio. Assim, na p. 19, o estudo de Maria Leontina Ventura e de João da Cunha Matos, “O Entre Douro e Tejo ao tempo de S. Teotónio”, começam por definir Teotónio como um “interventivo cidadão de uma Europa em movimento”, “numa época de profunda e ampla transformação demográfica, política, económica, eclesial e eclesiástica” (p. 19). É sobre este último contexto que se debruça o estudo de Maria Alegria Marques (p. 39), “O contexto eclesiástico das dioceses de Coimbra e Viseu à época de S. Teotónio”, tendo em conta o facto de este ter sido “não só um dos protagonistas da história de duas importantes instituições religiosas das terras do Sul de Portugal, pela época, como, e sobretudo, foi um importante espetador, senão mesmo agente ou, pelo menos, conselheiro, de muitos dos acontecimentos que viveram ou sofreram estas terras sob o ponto de vista eclesiástico” (p. 39). A terceira contextualização é de Carlos Moreira Azevedo, “A iconografia de São Teotónio” (p. 57), onde apresenta interessante estudo da representação da figura do Santo, das vestes e das insígnias, tendo ainda em conta a representação dos ciclos da sua vida, desde a atribulada viagem à Terra Santa até ao momento da sua morte, terminando com o comentário de algumas representações iconográficas na arte contemporânea. O último texto desta contextualização, de Luís Miguel Figueira da Costa, “O báculo de São Teotónio. Tópicos para uma sumária leitura teológica” (p. 73), apresenta uma interessante reflexão sobre a fé, construído à volta do sentido da insígnia que o Santo recebeu de S. Bernardo e que nos “guia para o esplendor do íntegro, para as linhas sublimes da irresistível atração pela visão de Deus” (p. 79).

A leitura atenta destes quatro textos prepara o conhecimento para a segunda parte do catálogo, “São Teotónio. Os quatro Elementos” (p. 82-193), que reúne cinquenta e cinco fichas, distribuídas por quatro sequências. A primeira, “Terra. O Reino de Portugal ao tempo de S. Teotónio”, agrupa “um conjunto significativo de referências, imagéticas e documentais, que testemunham a construção do território, as suas gentes, as dinâmicas da constituição do reino ao tempo de S. Teotónio, com testemunhos singulares da vida da Diocese de Viseu, a cujo Cabido da Catedral presidiu enquanto Prior” (p. 86). A segunda sequência, “Água. Peregrinos dos Absoluto”, remete para a paisagem física e interior da peregrinação de São Teotónio aos Lugares Santos, mostrando na travessia marítima a metáfora da vida humana. Com o título “Fogo. O ideal regrante”, a terceira parte do catálogo centra-se sobre o exemplo de São Teotónio enquanto modelo desse ideal, “que o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra traduziu de forma marcante desde os seus inícios, enquanto projeto da vida comunitária” (p. 133) e que contaminou toda a vida religiosa do Portugal do século XII. A quarta e última parte, “Ar. Brilho da Santidade”, invoca “algumas das figuras que marcaram o sentido da santidade na comunidade portuguesa, de Santo António de Lisboa a São Nuno de Santa Maria, o ‘Santo Condestável’, que terminou os seus dias como donato carmelita” (p. 147). Para além do núcleo do Museu Grão Vasco, foram ainda catalogadas sete peças de extrema importância, sinal da devoção das gentes de Viseu, que compõem uma quinta parte, “Microcosmos. Itinerários da Memória”. São de realçar os painéis de azulejo setecentistas do claustro da catedral, com cenas da vida de São Teotónio, e o braço-relicário do Santo. Foram autores da catalografia: João Soalheiro, Virgínia Gomes, José Alberto Seabra Carvalho, Vítor Serrão, Lúcia Maria Cardoso Rosas, Manuel Luís Real, Maria de Fátima Eusébio, Nuno Resende, Teresa Vale, António Filipe Pimentel, Fernanda Alves, João Nunes, Sara Augusto, Fernanda Campos, Maria João Vilhena de Carvalho, Manuel Joaquim Moreira da Rocha, Patrícia Roque de Almeida.

A obra termina com uma reunião de documentos produzidos no âmbito das comemorações jubilares de São Teotónio: a Homilia da Missa Pontifical e a conferência quaresmal, “São Teotónio, mestre de comunhão na Igreja Sinodal”, ambos proferidos por D. Ilídio Pinto Leandro, bispo de Viseu, para além da descrição das comemorações e o registo fotográfico, por Maria de Fátima Eusébio.

Na contracapa foi também impressa a Oração Jubilar a São Teotónio, conferindo um sentido maior às comemorações levadas a cabo e à edição de uma obra capaz de perpetuar um tributo devido: “Concede-nos do Senhor nosso Deus e de Maria, Senhora do Altar-Mor, a Fé, a Esperança e a Caridade para sermos, hoje e sempre, testemunhas de Jesus Cristo Nosso Senhor que vive na unidade do Espírito Santo”.

Recensão crítica por Sara Augusto, Invenire, nº 7 (Jul.-Dez. 2013) p. 74

OBRA

São Teotónio. Patrono da Diocese e da cidade de Viseu. 1162-2012. Coordenação de João Soalheiro e Maria de Fátima Eusébio. Viseu, Diocese de Viseu e Câmara Municipal de Viseu, 2013.

Disponível na loja online do SNBCI.

 

7º número da Revista Invenire apresentado no Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra

Foi lançada no passado dia 18 de Outubro o 7º número da Revista Invenire. Iniciativa que encerrou a 3ª edição do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja, teve lugar em Coimbra, na Igreja de São Salvador e no Museu Nacional Machado de Castro.

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Recensão, por Fernando António Baptista Pereira

Em cuidada edição, que conta com o apoio da Diocese de Santarém e das Paróquias, da Câmara Municipal e das Freguesias da Cidade de Torres Novas, assim como com o patrocínio do QREN e do Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico, foi publicado um novo livro de Vitor Serrão sobre a arquitetura e o património integrado e móvel de três igrejas de Torres Novas – a do Salvador, a de Santiago e a de S. Pedro – num feliz exemplo de conjugação de esforços entre entidades públicas, entidades eclesiais e a investigação universitária.

O livro apresenta uma estrutura simples, iniciando-se com uma Introdução, com cerca de 15 páginas, que, além de referências à metodologia adotada na investigação que acompanhou os programas que permitiram a recuperação dos imóveis em questão, nos integra nos circunstancialismos históricos do Concelho, terra da Coroa exceto durante o domínio da Casa de Aveiro (entre 1520 e 1758), e na fortuna crítica anterior sobre o património torrejano. Seguem-se os capítulos dedicados a cada uma das três igrejas, com as respetivas notícias históricas, leitura arquitetónica e do património integrado e móvel (pp. 33-124). O último capítulo é inteiramente ocupado com biografias atualizadas dos diferentes artistas identificados nas obras das três igrejas ao longo de três séculos (XVI-XVIII), sobretudo pintores, mas também arquitetos, pedreiros, imaginários, entalhadores e até um organeiro (pp. 129-199). Finalmente, após uma curta conclusão e antes da vasta bibliografia referenciada, são transcritos trinta e quatro documentos, na sua maioria inéditos, relativos às obras e aos artistas citados (pp. 203-258).

Tratando-se de uma obra monográfica sobre três igrejas, que foram recentemente intervencionadas, estranha-se que apenas se publique a planta de uma delas, a de S. Pedro, aquela que apresenta elementos de antiguidade mais significativos. Apesar de serem igrejas arquitetonicamente pouco relevantes, a leitura das respetivas plantas ajudaria a esclarecer as campanhas de obras referidas. Não obstante, o livro encontra-se devidamente documentado e bem ilustrado, tanto ao nível da arquitetura como do património integrado e móvel, salientando-se os retábulos em talha, os revestimentos azulejares (nomeadamente os painéis de Gabriel del Barco), alguma escultura monumental e funerária (como a arca sepulcral gótica dos fundadores da igreja de S. Pedro), uma ou outra peça de imaginária (como o Senhor Jesus dos Lavradores, porventura quatrocentista) e, sobretudo, a pintura. É, de resto, neste sector que o livro apresenta alguns dos seus mais valiosos contributos, nomeadamente obras sobre tábua atribuídas à oficina de Diogo Contreiras, um curioso fresco do até à data muito pouco conhecido Baltazar Cardoso, uma estimável tela de Bento Coelho e quatro outras do seu bem mais modesto seguidor António Machado Sapeiro, e um interessantíssimo conjunto afrescado setecentista da autoria do italiano Orazio de Ferri, descoberto sob talha pós-terramoto na capela de planta centralizada do Senhor Jesus dos Lavradores, na igreja de Santiago, e infelizmente recoberto após trabalhos de conservação.

Recensão crítica por Fernando António Baptista Pereira, Invenire, nº 6 (Jan.-Jun. 2013) p. 75-76

OBRA

Vítor Serrão ‐ As Igrejas do Salvador, São Tiago e São Pedro de Torres Novas. Lisboa: Instituto de História de Arte/Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2012, 278 p.